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Um ano do museu do reggae

Inaugurado no dia dezoito de janeiro de dois mil e dezoito, o espaço trás as relíquias e riquezas de arquivos vivos  da construção dessa história de irmandade entre Brasil e Jamaica. Hoje o cenário do reggae raíz na Jamaica foi colocado (um pouco de lado), pois a evolução da musica na ilha de Kingston fez com que o Dancehall de letras mais quentes e batidas eletrônicas tomasse o grande espaço nas rádios por lá. O que ocorreu contrariamente aqui em São Luís, onde se cultiva e vive diariamente o ritmo roots reggae deixado seja por marinheiros nos porto do cais ou vindo de tantas outras histórias que os lendários djs contam sobre sua origem e crescente rimo em nossas terras. O fato é que chegou, ficou e enraizou na Jamaica brasileira São Luís do Maranhão. Adaptado para os dias digitais o museu apresenta na sala principal uma coletânea riquíssima das ‘’Pedras’’ para escutar pessoalmente ali, além de guias totalmente preparados para explicar sobre qualquer objeto de valor para um verdadeiro amante do reggae de raíz que venha a conhecer o primeiro e único museu totalmente voltado para o reggae no Brasil. Em outro espaço já mais ao fundo tem ao ar livre, onde foi reservado para receber visitas de artistas, amigos, tendo uma cantina para degustar iguarias terra. E na semana especial que marcou um ano do local foi liberada uma programação de quatro dias que se estende desde  terça-feira até o sábado com atividades de aulas de dança reggae ‘’coladinho’’ (mais uma particularidade da ilha de São Luís para com o ritmo adotado dos jamaicanos), palestras com cantoras  que fazem força junto ao ritmo, e outras surpresas que você pode conferir visitando o Museu.  A data de partida dessas atividades  foi ontem dia 22 com a programação ‘’Cinema no museu’’ que exibiu para o publico presente o material  da história da banda que deu nome e notoriedade para nossa ilha falando ‘’Reggaemente’’, Tribo de JAH. O documentário (A  tribo do reggae)  foi exibido  e posteriormente teve um magnifico bate-papo  com o líder vocal da banda Fauzi Beydoun, respondendo claramente tudo que lhes foi  questionado. O cantor lembrou sobre seu primeiro show com os amigos Neto Enes, Aquiles Rabelo, e João Rodrigues membros originais  desde a fundação da banda em 1986 na escola de cegos do Maranhão.  Além da presença do musico estava por lá o pesquisador de reggae Leo Vidigal mostrando toda sua vasta sabedoria sobre o ritmo em anos de estudo e viagens ao redor do mundo.  De Terça a Sábado o museu estará com essas programações para o publico, que livremente pode entrar e conhecer mais sobre esse ganho de quase cinquenta anos de história dessa conexão São Luís – Reggae – Jamaica. No qual arduamente está progredindo para melhores expectativas a respeito dessa  nossa co-cultura nascida, aceita e elevada  do gueto para o lado alto da cidade com  respeito e união de um e todos os irmãos em um só objetivo. By We are All Warriors!


By Levi

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